Recapitulando... 2 - Lisboa

Domingo, 13 de agosto de 2017.

Nossa viagem durou quase dois dias, nosso voô fazia escala em Portugal e passamos toda a noite do dia 10 atravessando o Oceano Atlântico rumo a Lisboa. E só na manhã do dia seguinte, dia 12 que deveríamos partir para o aeroporto de Milão, Itália. Então assim, tínhamos quase vinte e quatro horas do dia 11 para turistar na terra de Cabral.

Chegando no aeroporto de Lisboa, eu e as crianças pegamos uma fila de mais de uma hora para o desembarque, já o Patrizio com seu passa-porte europeu, nem fila pegou. Depois fomos procurar um guarda-volumes para nossas malas e ficarmos livres para conhecer um pouco da cidade de Lisboa. Nos informamos qual transporte pegar e lá vamos nós de ônibus para o centro de Lisboa. Chegando alí paramos para tomar um belo café ao ar livre, se sentindo talvez pela primeira vez em família como verdadeiros turistas. Sabíamos que estávamos próximos do Castelo de São Jorge e com uma boa caminhada de quase meia hora chegamos lá, pois era uma boa subida. No castelo, havia uma fila para entrar, não muito grande, mas que nos levou mais uns quinze minutos. Claro que tudo foi recompensado, bem de cima tinha uma bela vista de Lisboa e como tudo era novidade para nós, tudo ficava ainda mais bonito e contagiante. E fizemos várias fotos...

Voltando do Castelo, achamos um supermercado e compramos algo bem pratico para almoçarmos. Retornando ao aeroporto, todos queria tirar uma soneca, pegamos as malas e achei uma sala com sofás no andar de cima, mais reservado para nos acomodar melhor. Ali também tinha um casal e uma família com crianças pequenas que logo saíram, porém as nove horas esta sala foi fechada e tivemos que descer em busca outro lugar para passar a noite. E nos acomodamos alí mesmo nas cadeira normais com as malas e bolsas, sempre com cidade para um de nós estarmos de olhos bem abertos. A noite foi mais longa, porém também passou, e logo de manhã cedo embarcamos para Milão com mais umas três horas de voô...

Até a próxima, já na Itália...
Cyntia M O Candela


Aeroporto de Lisboa:


Café no cento de Lisboa:

Castelo São Jorge:






Recapitulando... 1 – Aeroporto

Sábado, 12 de agosto de 2017. 

Recapitulando será uma serie de publicações de meus dias na Itália que escreverei um pouco por vez, para ser mais constante.

Nossa partita no Aeroporto Pinto Martins, Fortaleza, dia 10 de setembro de 2015, no final da tarde, foi tranquila. Chegamos três horas antes do voô. Meu irmão Jadson nos levou e ali mesmo no estacionamento nos despedimos. E mais ninguém previsto da família ou amigos para se despedir e compartilhar nossa partida sem data prevista de volta. Depois de passearmos no aeroporto, ver os aviões indo e vindo, sentamos em um lugar mais afastado de todos para descansar, ainda faltava muito para nosso embarque.

Sentados ali, sem nada a fazer, avistei uma pessoa singular, era muita parecida com a Karine, filha da minha Madrinha. Estávamos sentados a uma certa distância que não tinha total certeza se era ela, principalmente porque estava sentada de costas. Fiquei sempre a observando, esperando o momento dela se levantar! E quando ela se levantou falei para o Patrizio: Amor, é ela! Será que esta aqui esperando chegar sua mãe? Será que hoje também iremos ver minha Madrinha!? Ufa! Não é possível! Meu coração parecia palpitar de alegria, sabe? Karine estava sentada perto da porta que sai os passageiros, fui saudá-la e fiquei sabendo que esperava uma outra pessoa, mas mesmo assim senti a presença da minha querida Madrinha ao me desperdi dela...

Com menos de dez minutos para entramos na sala de embarque chegaram minha irmã Mary com seu filho Everton e mais sua amiga de infância Jaqueline. E por sua vez Jaqueline é irmã da Nébia que é uma grande amiga minha que há mais de vinte anos mora Itália, e minha amizade com a Nébia já é uma outra e longa história para algum outro dia... Enfim, nos saudamos rapidamente, anciosos e satisfeitos! Minha irmã disse que eu estava mais bonita e diferente com o cabelo liso, e ainda parecendo preocupada falou: Cyntia, vai dar certo! E logo sua amiga Jaqueline a contestou em alta voz: Mary, já deu certo!
E lá vamos nós...

Até a próxima de “recapitulando”...
Cyntia M O Candela



"As adversidades podem ser
das mais formidáveis ocasiões."
(Thomas Mann)

Já dois anos na Itália! E aí?

Quinta-feria, 11 de agosto de 2017.

Em agosto de 2015 as malas já estavam fechadas, as passagens compradas para segunda semana de setembro e mesmo assim ainda me via correndo atrás de cartórios e consulados pra resolver alguns documentos pendentes.

Já se passaram dois anos que estamos morando na Itália na cidade natal de meu esposo Patrizio, Casale Monferrato. Neste período passamos por altos e baixos, adaptações, superações e ao mesmo tempo muito satisfação por respirar uma nova realidade social melhor. Problemas! Claro que aqui também tem, mas em proporção bem menos que no Brasil, que nos faz sentir que estamos tendo uma qualidade de vida bem melhor!

Como já falei algumas vezes aqui, que quando leio um livro tenho mais vontade de escrever, como se a leitura fosse o combustível de minha imaginação para acordar meu talento e gosto pela escrita.

Semana passada fui numa loja de moveis usados e comprei um livro por cinquenta centavos, no intuito de melhorar meu italiano pela leitura que estou conseguindo ler aos poucos. No início deste ano fiz minha inscrição na biblioteca da cidade, porém não consegui achar nenhum livro que me fascinasse o bastante para estar em minha companhia na cama antes de dormir. Também estava num período de estudos, fazendo dois curso de italiano e com alguns projetos em casa de trabalhos online, além da turbulência de preocupações por não ter ainda uma estabilidade economia de um trabalho fixo para mim ou meu esposo.

Enfim, por tantos motivos, deixei meu diário esfriar, congelar! Porém uma vez o Patrizio comentou que lamentava por eu não escrever mais no meu diário, e logo justifiquei: Você sabe, tantas coisas nós passamos nesse tempo aqui, já pensou se eu conseguisse escrever, principalmente nossas dificuldades, não gostaria de deixar meus leitores preocupados, pois tivemos um “belo” momento de travessia no deserto... e aí!?

Agora com muitas coisas já superadas, posso dizer que tenho um pouco mais tempo para ler, escrever, etc. E pensei em escrever aos poucos na medida do possível, os fatos mais marcantes desses dois anos na Itália! O que você acha? Escrever tais dificuldades e como consegui supera-las... Então até a próxima vez com mais detalhes desse meu tempo por aqui!

Abraços a todos!
Cyntia M O Candela




O problema deve
ser a nossa
motivação para
chegar! 

São José, rogai por nós!

Domingo, 12 de Março de 2017.

Março, mês de São José! Aqui na Itália o dia dos pais é comemorado no dia 19 deste mês, dia de São José! Nada mais justo ter São José como modelo de vida paterna para as famílias, ele que em sonhos foi obediente ao apelo de Deus, sendo paciente, acolhedor, protetor, trabalhador e amoroso. Junto a Maria, ele amou e educou Jesus. José guiado pelas revelações divinas em seus sonhos, teve que se mudar de cidades várias vezes para manter Jesus e Maria seguros. Sua presença paternal dava conforto a Maria. Os caminhos de Maria foi de sofrimento, mas sem José seria ainda mais difícil.

Hoje nos tempos modernos, é cada vez mais difícil educar os filhos buscando se espelhar na Sagrada Família. Nossos jovens filhos ficam a mercê de outros “deuses” que chamo de desejos, oferecido pelas muitas alternativas de lazer com valores contrários da nossa fé cristã. Divertir é bom e saudável, porém devemos também em família ter tempo para degustar e “buscar as coisas do alto”(Col. 3,1). Afinal, todos nossos pertences e desejos são passageiros, pois bem sabemos que um belo dia não nos pertencerá mais, e o que ficará permanente guardado em nossos corações, são nossos bons atos de amor, atenção, carinho, sorrisos que soubermos “dar com alegria sem esperar receber”(At. 20,35).

São José é o padroeiro da cidade onde moro, Casale Monferrato, e por duas semanas temos festejos com barracas com parques de diversão. Claro que além de aproveitar para divertir um pouco com meus filhos e ver o movimento diferente e mais colorido nestes dias, também intensifico minhas orações a São José! E que ele interceda junto ao Pai, Jesus e Maria por nossa família. Amém.



Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. (Mt 2,13)





SEM CONTABILIDADE - Por Rubem Alves


Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017.

Toda vez quando fico mais perto dos livros, cheirando, tocando, lendo, me vem nos dedos uma coceira para teclar, escrever, jogar pra fora em palavas escritas neste momento o que passa na minha mente. E se por acaso estou tanto tempo ausente, sem escrever aqui no meu diário, seja porque o meu hábito de ler ficou de lado e não sento “aquela” vontade gostosa e espontânea de escrever.

Morando em outro país, longe das bibliotecas que costumava frequentar em busca de um bom livro, me sento andando sem bengala, principalmente quando tenho um momento propicio para ler e não tenho livros. A leitura é uma dos meus impulsos para correr para o computador e escrever assim coisas do meu jeito, e com liberdade para publicar no meu DMD.

Aqui vivo uma carência de livros e não sou habituada a ler no computador! Mas hoje me deparei na Internet com um texto de Rubem Alves, meu querido Rubem Alves! Claro que seu nome me chama atenção como uma tentação singular, e mesmo o texto sendo longo, logo li com prazer para saber o que ele tem escrito de interessante. E ao final do texto, me surpreendi com alguns aspectos semelhantes a história recente de minha vida!

O texto fala-se do amor, de nossos olhos, como sentimos, como vemos, olhamos, pintamos a vida! Como cobramos e somos cobrados, de nós mesmos... E o vai e vem da vida, desapegar, desaprender para aprender a ver Deus como Ele é! Etc! Eis o texto e boa leitura:

SEM CONTABILIDADE - Deus, Créditos e Débitos - Por Rubem Alves

“Para escrever esta crônica, preciso de dois fios que deixei soltos. Porque eu escrevo como os tecelões que tecem seus tapetes trançando fios de linha. Também eu tranço fios. Só que de palavras.

O primeiro fio saiu do corpo de uma aranha de nome Alberto Caeiro. (Aranha, sim. Tecemos teias de palavras como casas de morar sobre o abismo.) Disse: O essencial é saber ver (…) Mas isso (…), Isso exige um estudo profundo, Uma aprendizagem de desaprender (…) Procuro despir-me do que aprendi, Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta que me pintaram os sentidos.

Volta-me à memória o meu amigo raspando a tinta das paredes da casa centenária que comprara, tantas tinham sido as demãos, cada morador a pintara de uma cor nova sobre a cor antiga. Mas ele a amou como uma nova namorada. Não queria por vestido novo sobre vestido velho. Queria vê-la nua. Foi necessário um longo striptease, raspagens sucessivas, até que ela, nua, mostrasse seu corpo original: pinho-de-riga marfim com sinuosas listras marrom.

Nós. Casas. Vão-nos pintando pela vida afora até que memória não mais existe do nosso corpo original. O rosto? Perdido. Máscara de palavras. Quem somos? Não sabemos. Para saber é preciso esquecer, desaprender.

Segunda aranha, segundo fio, Bernardo Soares: nós só vemos aquilo que somos. Ingênuos, pensamos que os olhos são puros, dignos de confiança, que eles realmente veem as coisas tais como são. Puro engano. Os olhos são pintores: pintam o mundo de fora com as cores que moram dentro deles. Olho luminoso vê mundo colorido; olho trevoso vê mundo negro.

Nem Deus escapou. Mistério tão grande que ninguém jamais viu, e até se interditou aos homens fazer sobre ele qualquer exercício de pintura, segundo mandamento – “Não farás para ti imagem” -, tendo sido proibido até, com pena de morte, que seu nome fosse pronunciado. Mas os homens desobedeceram. Desandaram a pintar o grande mistério como quem pinta casa. E, a cada nova demão de tinta, mais o mistério se parecia com a cara daqueles que o pintavam. Até que o mistério desapareceu, sumiu, foi esquecido, enterrado sob as montanhas de palavras que os homens empilharam sobre o vazio. Cada um pintou Deus do seu jeito.

Disse Angelus Silesius:

O olho através do qual Deus me vê é o mesmo através do qual eu o vejo. E assim Deus virou vingador que administra um inferno, inimigo da vida que ordena a morte, eunuco que ordena a abstinência, juiz que condena, carrasco que mata, banqueiro que executa débitos, inquisidor que acende fogueiras, guerreiro que mata os inimigos, igualzinho aos pintores que o pintaram.

E aqui estamos nós diante desse mural milenar gigantesco, onde foram pintados rostos que os religiosos dizem ser rostos de Deus. Cruz-credo. Exorcizo. Deus não pode ser assim tão feio. Deus tem de ser bonito. Feio é o cramulhão, o cão, o coisa-ruim, o demo. Retratos de quem pintou, isso sim. Menos que caricatura. Caricatura tem parecença. Máscaras. Ídolos. Para se voltar a Deus, é preciso esquecer, esquecer muito, desaprender o aprendido, raspar a tinta…

Os que não perderam a memória do mistério se horrorizaram diante dessa ousadia humana. Denunciaram. Houve um que gritou que Deus está morto. claro. Ele não conseguia encontrá-lo naquele quarto de horrores. Gritou que nós éramos assassinos de Deus. Foi acusado de ateu. Mas o que ele queria, de verdade, era quebrar todas aquelas máscaras para poder de novo contemplar o mistério infinito.

Outro que fez isso foi Jesus. “Ouvistes o que foi dito aos antigos; eu porém vos digo…” O deus pintado nas paredes do templo não combinava com o Deus que Jesus via. O deus sobre o qual ele falava era horrível às pessoas boas e defensoras dos bons costumes. Dizia que as meretrizes entrariam no reino à frente dos religiosos. Que os beatos eram sepulcros caiados: por fora brancura, por dentro fedor. Que o amor vale mais que a lei. Que as crianças são mais divinas que os adultos. Que Deus não precisa de lugares sagrados – cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.

E ele fazia isso de forma mansa. Contava estórias. A uma delas, os pintores de parede deram o nome de Parábola do Filho Pródigo. É sobre um pai e dois filhos. Um deles, o mais velho, todo certo, de acordo com o figurino, cumpridor de todos os deveres, trabalhador.

O outro, mais novo, malandro, gastador irresponsável. Pegou a sua parte da herança adiantada e se mandou pelo mundo, caindo na farra e gastando tudo. Acabou o dinheiro, veio a fome, foi tomar conta de porcos. Aí se lembrou da casa paterna e pensou que lá os trabalhadores passavam melhor do que ele. Imaginou que o pai bem que poderia aceitá-lo como trabalhador, já que não merecia mais ser tido como filho. Voltou. O pai o viu de longe. Saiu correndo ao seu encontro, abraçou-o e ordenou uma grande festa, com música e churrasco. Para os pintores de parede, a estória poderia ter terminado aqui. Boa estória para exortar os pecadores a se arrepender. Deus perdoa sempre. Mas não é nada disso. Tem a parte do irmão mais velho. Voltou do trabalho, ouviu a música, sentiu o cheiro de churrasco, ficou sabendo do que acontecia, ficou furioso com o pai, ofendido, e com razão. Seu pai não fazia distinção entre credores e devedores. Fosse o pai como um confessor e o filho gastador teria, pelo menos, de cumprir uma penitência.

A parábola termina num diálogo entre o pai e o filho justo. Mas o suspense se resolve se entendermos as conversas havidas entre eles. Disse o filho mais moço: – Pai, peguei o dinheiro adiantado e gastei tudo. Eu sou devedor, tu és credor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somos débitos. Disse o mais velho: – Pai, trabalhei duro, não recebi meus salários, não recebi minhas férias e jamais me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos. Eu sou credor, tu és devedor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somo créditos.

Os dois filhos eram iguais um ao outro, iguais a nós: somavam débitos e créditos. O pai era diferente. Jesus pinta um rosto de Deus que a sabedoria humana não pode entender. Ele não faz contabilidade. Não soma nem virtudes nem pecados. Assim é o amor. Não tem porquês. Sem-razões. Ama porque ama. Não faz contabilidade nem do mal nem do bem. Com um Deus assim, o universo fica mais manso. E os medos se vão. Nome certo para a parábola: “Um pai que não sabe somar”. Ou: “Um pai que não tem memória”…


"Os olhos são pintores: pintam o mundo de fora com as cores que moram dentro deles." Rubem Alves


Vida... mais saudável!

Sábado, 3 de setembro de 2016.

Caminho todas as manhãs em um lindo bosque que fica bem pertinho de casa, além de ver pessoas correndo, vejo também muito mais gente levando seus cachorros com seu cigarro na mão. E lembrei mais uma vez do meu querido Rubem Alves:

Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava a escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: “E quem é Rubem Alves?” Um menininho respondeu: “O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos…” A resposta do menininho  e deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são o que elas amam. Descartes afirmou: “Penso, logo existo”. Eu inverto Descartes e digo: “Amo, logo existo”. Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores… Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Eles têm fome de ver. Encantam-se com tudo…



Aproveitando estes meses que com o clima mais quente, tenho feito com mais frequencia exercícios fisicos e consequentemente buscando me alimentar melhor. Assim com certeza alguns quilinhos já se foram e me sento melhor por isso, vitoriosa! Além de nossos sentimentos de paz, tranquilidade, amor, também nosso corpo precisa de uma energia positiva de sais minerais, nutrientes e queima de calorias para se manter saudável. É fácil? Não! Além das más companhias que podem nos mostrar por vezes um lado escuro da vida, também os supermercados estão cheio de “bons” atrativos contaminosos para o nosso organismo. E em casa é difícil mesmo é controlar o apetite, as tentações de doces e salgados. É quase meia-noite e agora mesmo estou com uma vontade de comer. E tenho alguns piques (pensamentos) que me favorece a manter na linha, tentar me controlar nessas horas onde sentimos a vontade de comer, sem necessidade:
  • Ter em casa sempre comidas saudáveis para melhor optarmos na hora da vontade. Uma fruta, cereal integral, castanha, etc.
  • Buscar ler sobre assunto de saúde e quando ver pessoas com alguma limitação física, doença, buscar valorizar mais ainda meu momento atual, minha saúde, agradecer a Deus pelo meu corpo, sorriso, cabelos...
  • Escolher algum suplemento alimentar para suprir alguma carência para o meu organismo e que me favoreça mais saúde.
  • Estar em boas companhias que tenha o mesmo objetivo que eu, em manter um corpo saudável. Pode ser uma amiga para conversar sobre o assunto ou frequentar um ambiente, academia ou ao ar livre onde posso encontrar pessoas que também fazem atividade fisica, caminhada.

Comente também como você consegue se manter saudável!

Aqui uma foto do meu café da manhã! Chá, mel, semente chia e banana.




PREVENÇÃO é a palavra-chave para garantir mais qualidade de vida. Certamente, a predisposição genética é um fator importante para cada pessoa, mas influências ambientais e hábitos também têm papel fundamental na manutenção da SAÚDE.
A ALIMENTAÇÃO é um dos principais segredos da beleza e da felicidade, pois tudo o que comemos reflete em nosso corpo e também em nosso humor, portanto invista num cardápio com alimentos ricos em sais minerais, em vitaminas e em fibras. Também fazer ATIVIDADE FÍSICA regularmente também melhora a disposição geral do seu corpo e PREVINE DOENÇAS!!!


Hoje, socialmente falando!

Sábado, 20 de agosto de 2016.

A Internet estar aí a todo vapor! A cada instante são publicadas fotos, artigos, vídeos de uma maneira bem acessivo a todos. Na Internet todos tem o mesmo espaço e direito de expressão, só basta dominar um pouco o teclado e algumas ferramentas necessárias do seu computador. Enfim, cada vez mais as pessoas vão colando nas redes socais seus sorrisos e derrotas, pensamentos e argumentos, bons vídeos formativos ou outros banais que tomam nosso precioso tempo sem percebermos.



Cada vez que damos nossa cara nas redes sócias, revelamos nosso caráter, timidez, simpatia, arrogância, simplicidade, beleza, etc. Com o tempo vamos nos acostumando a ser assim, escrevendo, batendo foto, revelando aqui e ali, para publicar na Internet. Mas o computador nunca substituirá um abraço, um sorvete juntos, um olhar diferente em um ônibus apertado ou em uma rua movimentada. Estamos saindo de casa o menos possível, pois a insegurança nos atrai para uma realidade virtual que nos diz que ali existe pessoas que podemos nos relacionar como quisermos, camuflados ou não, e até encontrar um novo olhar a distância com palavras de atenção, admiração, sintonia.

Parabenizo os fotogênicos, sorrisos congelados em fotos, fotos e mais fotos, sem medo, preconceito, timidez. Vejo cada olhar e corpo exuberante e imagino como será sua voz, seu jeito de sentar, andar, estudar, trabalhar, coisas que fotos não revelam. Fotos congelam momentos! Fotos é como brincar de estátua sem emoção de rir quando alguém se mexe. Também na Internet vejo tantas imagens belas, lugares lindos, árvores que nunca sentirei o frescou de sua sombra ou poder subir em seu galho como fazia quando era criança. Gosto muito de árvores e de Rubem Alves que sempre escrevia com maestria sobre elas. Árvores tem galhos que podem sustentar um balanço, uma rede e nos dar bons frutos. Pela Internet já conheci tantas frutas que nunca senti seu sabor, seu cheiro e muito menos palpar. Conheci também tantas pontes que nunca pisei, tantos sorrisos que mesmo passando uma alegria ou palpitar mais forte no meu peito, deixei esse sentimento isolado em algum canto da tela como arquivo passado que não se abre mais.



Lamento que a Internet não nos faz viver com intensidade, pois não podemos compartilhar ao vivo e a cores o que tentamos transmitir nas redes sociais pela própria lei da natureza do tempo e espaço. A Internet nos faz sentir um no meio de tantos, tantos que nunca sabemos quantos e como são, como tantas frutas, lugares, livros que existem para serem vividos, saboreados, conhecidos! Além do tempo e espaço, somos também limitados em nossa energia física, psíquica e emocional, e não podemos abraçar o mundo com as pernas e nos relacionar em massa na mesma qualidade que pessoalmente. E qualidade conta mais que quantidade, sempre!



Pessoalmente com qualidade podemos pouco, muito pouco. E ao recorremos a Internet, buscamos superar nossos limites, abranger mais gentes, mesmo sem conhece-las de alguma forma, muitas vezes insignificante. Tenho significado para mim mesmo e para aqueles que fazem parte do meu dia, semana, pessoalmente! Sempre me pergunto: Para quem estou servindo meu tempo, meus olhares, cheiro, calor, sorriso? Não posso concentrar minhas energias do meu único dia, hoje, em realidades virtuais em massa que transmitem valores diversos aos meus. Quero buscar sorrisos e fotos que se movimentam em meu lar, na porta do supermercado, no trabalho, nas ruas. Quero ser rede social onde estou e com mais atenção as atuais companhias reais com meu olhar, falar ou até discutir se for preciso. Além do computador, nossos celulares também muitas vezes nos faz perder relâmpagos de desejo e satisfação por estarmos concentrando nossas energias mais uma vez de cabeça baixa na telinha, com dedos e mente super ocupados!

Cyntia Candela



“A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar”. (Umberto Eco)

25 de Julho - Dia do Escritor

Segunda-feira, primeiro de agosto de 2016.

¨Os Escritores são aqueles que proporcionam voos ao céu com os pés no chão, propiciam navegar por todos os mares do mundo e até aqueles que nunca foram vistos. No Dia do Escritor deve-se enaltecer toda a criatividade e inteligência daqueles que colocam todos em contato com novas culturas, novas vidas e novos mundos. Dia de agradecer àqueles que contam histórias para dormir, histórias para refletir, histórias que fazem acordar para a vida. Seja fantasia, seja real, não há segredo, um bom livro pode mudar toda uma vida!¨
Gabrielle Carreira

Semana passada ao ler essa mensagem sobre o dia do escritor, também me dei conta que sou uma escritora, pois escrever é um prazer. E as vezes me deparo com realidades, fatos que dariam uma belo conto, história, mas sou tão distraída com outras coisas que pouco paro e me dedico a escrever as coisas interessante que passa na mente mente, coração. E hoje se me sento como escritora, dou a graças a minha Madrinha, Rita. Encontrei nela uma luz para minhas palavras, um entusiasmo para passar horas a fio escrevendo. Escrevi muito para ela, tempo bom e de saudades, claro!

Dia 25 de Julho, dia do escritor, conseguir expor na internet meu primeiro livro, porém não escrito por mim, mas é uma coletânea de orações que tenho feito em 2005 quando ainda morava em Jundiaí-SP. Este meu livro Manual de Orações Católicas tem muito me ajudado em meus momentos de intimidade, súplica e agradecimento a Deus! Na oração sentimos a presença de Deus e sabemos que muito mais Deus quer estar conosco – Emanuel! (Mt 1,23)




Oração: Vida e Conversão, é um Manual de Orações Católicas que vai ajudar em sua vida de oração. Precisamos sempre pedir a Deus a graça da perseverança na oração e cultivar em nós uma disposição interior e reservar todos os dias um momento de oração pessoal.



manual DE orações católicas + novenas: graças acançadas, 

SÃO MAIS DE 200 PÁGINAS DE ORAÇÕES

PARA VOCÊ REZAR E ESTAR NA PRESENÇA DE DEUS TODOS OS DIAS!





Novos desafios!

Segunda-feira, 11 de julho de 2016.

Quando planejava viajar há um ano atrás, tive que desfazer mais de 80% de minhas posses materiais ou quase tudo, pois o que podíamos levar deveria caber em seis malas e algumas mochilas.

É muito comum hoje ver nos noticiários jovens perdendo a vida por acidente ou doença. Também essas pessoas tiveram que deixar não só uma parte de suas posses, mas tudo! Eles partiram de modo precoce, muitas vezes repentina sem despedida nem deixar números de celular para contatos. Suas vidas voltaram ao Lar Paterno e independente do motivo, tudo o que pertenciam, família e bens, não pertence mais a sua nova realidade celestial.

Ao planejar minha viagem com minha família meu irmão indagou: Você poderá não mais ver nossos pais! Eu disse: Eu sei! Nunca estaremos preparados para partida, principalmente se tem algo bom que não conseguimos colocar na mala.

Hoje lamentava de alguns livros que tive que abrir mão, mas o que é mais importante que livros? Seria manter a paz de espirito e permanecer em contatos, mesmo que seja por telefone, Internet. E aqui novas amizades surgirão, desafios, batalhas e vitórias!


Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la.
E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la.
(Mt 10,39)